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sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Orquídea

Se fosse viva, a minha "avó" Orquídea faria anos hoje.
É só avó do meu irmão, daí as aspas. Mas sempre foi a minha avó Orquídea. E eu sempre fui a sua neta Rosa. A minha avó Orquídea vivia num mundo só dela. Um mundo onde toda a gente, sem excepção, era bem-intencionada e onde tudo era cor-de-rosa. A minha avó vivia de sonhos. "Um dia, hei-de ser isto e aquilo..."; "Um dia, há-de chegar um príncipe..."; "Um dia, hei-de ganhar o totoloto." E ela acreditava e fazia-nos acreditar. A minha avó Orquídea não existia. Nunca conhecerei outra pessoa assim. E estava sempre a sorrir. Só tinha medo da morte e não queria morrer nunca. Tal como eu.

A Orquídea Rosa passou a ser minha avó tinha eu quatro anos, mais coisa, menos coisa. Ela gostava muito de mim. "Somos iguaizinhas", dizia.

Quando ela morreu, em 2001, nunca ninguém soube o quanto eu chorei sozinha e nunca ninguém soube, sequer, que me tinha morrido uma avó. Nem eu nunca disse a ninguém que tinha uma avó.
Eu nunca falo de nada. Sou assim. Nunca vou mudar.

Espero que o céu seja um lugar cor-de-rosa.


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Junho de 1996